Intitulada a “terra das emoções”, Pardinho está bem na parte central do estado de São Paulo, a cerca de 240 km da capital paulista, e pode ser considerada a porta de entrada da região da Cuesta Paulista. A cidade, ainda pouco divulgada no Brasil, tem atraído visitantes que buscam natureza, aventura, iguarias gastronômicas e que se encantam principalmente com a exuberância das paisagens e a simplicidade do seu povo.

É uma pequena cidade do interior, merecedora da expressão “a pequena notável”, que preserva ares bucólicos, ruralidade intensa e alta qualidade de vida. Suas belas paisagens inspiram cenários fotográficos muito procurados por noivos e também por aqueles que desejam apreciar a natureza típica da Cuesta e o infinito céu noturno em seus variados fenômenos.

O município também investe em atividades de aventura, tendo como pano de fundo a maravilhosa vista do Gigante Adormecido, uma atração geográfica famosa que compõe o principal cenário da cidade e é ponto obrigatório de visitação e contemplação de toda a região. Seu relevo favorece cachoeiras em paredões perfeitos para rapel e caminhadas de todos os níveis, além de trilhas acidentadas muito apreciadas por ciclistas.

O que fazer em Pardinho

A Tirolesa do Gigante fica na Estrada Municipal Constantino Pauletti, km 6. A parada é obrigatória para quem vai conhecer a cidade. Afinal é ali que se tem uma das mais belas paisagens, com o Gigante Adormecido ao fundo. Trata-se de uma formação rochosa que aparenta um gigante deitado apreciando o céu. O relevo fica na cidade vizinha de Bofete, mas é a partir da cidade de Pardinho que se tem a melhor vista. A famosa tirolesa tem 800 metros de extensão com três lances mais o transporte de retorno em pau de arara. Ao descer, aprecie a beleza da Cuesta paulista. O valor é de R$ 80,00 por pessoa.

Na mesma estrada, não deixe de dar um pulo na histórica Venda Vivan. O local era ponto de parada para troca de mercadorias no passado e hoje é um tradicional local de encontro de motociclistas e ciclistas. Eles servem bebidas e a famosa coxinha do Vivan. É uma mercearia que resgata os áureos tempos do interior, que comercializa desde sabonete até a saborosa Tubaína.

Não deixe de visitar também o Cuesta Café. Um lugar delicioso para tomar cafés especiais apreciando uma bela paisagem. O pôr do sol lá também é incrível.

No eixo turístico urbano não poderia faltar a Praça da Matriz característica das cidades do interior, que agrupa seu comércio e a centenária Igreja da Divino Espírito Santo. O Centro de Cultura Max Feffer, primeira construção cultural sustentável da América Latina, tem uma arrojada arquitetura que revela preciosas informações dignas de conferir.

Na divisa dos municípios, a tradicional família Prado, de pardinhenses natos, é proprietária do Ecoparque Pedra do Índio, que proporciona trilhas autoguiadas, revelando novas visões da Cuesta paulista e um mirante espetacular de frente para as Três Pedras referidas como os pés do Gigante Adormecido. O acesso às trilhas tem uma taxa de R$ 10,00 por pessoa e um cardápio diferenciado à base de mandioca.

Onde se hospedar

As opções são bem concorridas, pois são poucas pousadas, cada uma com seu charme. Os mais procurados são os Chalés da Cuesta, que têm arquitetura que remete às construções europeias. Estão localizados de forma privilegiada para a apreciação da natureza e os fenômenos do céu noturno. Há ainda os mimos oferecidos pelo proprietário.

As diárias são a partir de R$ 650,00 o casal, incluindo o café da manhã. As reservas podem ser feitas clicando aqui.